Ao contrário do que previam as medições oficiais, que alegavam que a inflação não passava de 10%, novas estatísticas mostram um crescimento de até 25% nesse ano. Esse número coloca a Argentina como uma das maiores inflações do mundo, perdendo apenas para o Congo, com 31%, e a Venezuela, com 28%.
De acordo com informações do jornal argentino, La Nacion, o FMI encontrou dados críticos sobre as medições anteriores. As estatísticas estariam sendo manipuladas pelas empresas privadas, responsáveis por medir os preços no país.
Em novembro, o FMI foi procurado para ajudar o governo a criar um novo IPC, Instituto que mede as variações de preços. O Governo acreditava que haveria problemas nos métodos utilizados. No entanto, os analistas estrangeiros concluiram que o problemas estavam nos dados, a maioria, errados.
Os consumidores argentinos tem que mudar seus padrões de consumo para se adaptar a inflação. Alguns alimentos subiram mais de 40% apenas esse ano. Em Buenos Aires, muitos enfrentam filas enormes para terem acesso a carne subsidiada pelo governo. O benefício, no entanto, não engloba os peixes, cujo preço vem subindo. Alguns consumidores se organizam em grupos para dividir os produtos entre vizinhos e parentes.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Por que a desvalorização do Dólar é ruim para o Brasil?
A recente política norte-americana de desvalorização do Dólar assusta economia global, especilamente em países que dependem de exportação para se manter. Esse é o caso da grande maioria dos chamados países em desenvolvimento, líderados pelo bloco BRIC (Brasil, Russia, Índia e China). Demais países Latinos também tem uma economia voltada ao mercado externo, ou seja, são muito dependentes da venda de seus produtos no exterior.
Na última reunião do G-20, entre 11 e 12 de novembro, foi criticada a propostados EUA de injetar 600 milhões de dólares em sua economia. A injeção de moeda causa desvalorização da mesma.

Com um dólar mais fraco em relação à moeda nacional, os produtos importados tornam-se mais acessíveis ao consumidor, que deixa de lado produtos nacionais, prejudicando a indústria interna. Além disso, os produtos norte-americanos passam a competir com os nacionais também no mercado externo. "O real valorizado possibilita a compra de mercadorias por brasileiros no exterior, a importação de bens se torna favorável"explica o professor e graduado em Economia, Carlo Nap
olitano. "Assim há uma transferência de capital para países estrangeiros".
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